Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

A Cilada

Olavo Bilac · Tarde

O perfume, o silêncio, a sombra... Os ninhos Emudecem... E temos, sonhadores, A humildade das ervas nos caminhos E uma inocência de anjos entre as flores. Mas há na tarde morna ignotos vinhos, Secretos filtros, pérfidos vapores, Amavios, feitiços e carinhos Moles, quebrados e perturbadores... E, de repente, o incêndio dos sentidos: As mãos frias tateando na ansiedade, As bocas que se buscam num queixume, E o corpo, o sangue, o espírito perdidos, E a febre, e os beijos... e a cumplicidade Da sombra, do silêncio, do perfume...

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

Partilhar

Mais poemas de Olavo Bilac

Sabes mais sobre isto?

Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.

Só publicamos depois de ler. Não guardamos o teu endereço de IP, só uma impressão digital dele para travar abuso.