Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Écloga de Jano e Franco

Bernardim Ribeiro · Écloga de Jano e Franco

Dizem que havia um pastor antre Tejo e Odiana, que era perdido de amor per ua moça Joana. Joana patas guardava pela ribeira do Tejo, seu pai acerca morava, e o pastor, do Alentejo era, e Jano se chamava. Quando as fomes grandes foram, que Alentejo foi perdido, da aldeia que chamam o Torrão foi este pastor fugido. Levava um pouco de gado, que lhe ficou doutro muito que lhe morreu de cansado; que Alentejo era enxuito d’água e mui seco de prado. Toda a terra foi perdida no campo do Tejo só achava o gado guarida: ver Alentejo era um dó! E Jano , para salvar o gado que lhe ficou, foi a esta terra buscar; e um cuidado levou, outro foi ele lá achar. O dia que ali chegou com o seu gado e com o seu fato, com tudo se agasalhou em ua bicada de um mato. E levando-o a pascer, o outro dia, a ribeira, Joana acertou de ir ver, que andava pela beira do Tejo a flores colher. Vestido branco trazia, um pouco afrontada andava; fermosa bem parecia aos olhos de quem a olhava. Jano , em vendo-a, foi pasmado; mas, por ver que ela fazia, escondeu-se antre um prado; Joana flores colhia Jano colhia cuidado
Partilhar

Mais poemas de Bernardim Ribeiro

Sabes mais sobre isto?

Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.

Só publicamos depois de ler. Não guardamos o teu endereço de IP, só uma impressão digital dele para travar abuso.