Pôr as barbas de molho
Origem disputada
Acautelar-se, ficar de sobreaviso perante um perigo que se adivinha.
A tradição portuguesa liga a frase a D. João de Castro, vice-rei da Índia. Depois do cerco de Diu, em 1546, era urgente reconstruir a fortaleza e não havia dinheiro: conta-se que escreveu à Câmara de Goa a pedir emprestados vinte mil pardaus e ofereceu as próprias barbas como penhor. Numa época em que cortar a barba era humilhação, penhorá-las era penhorar a honra.
Corre também um provérbio castelhano que diz que, quando se vê arder a barba do vizinho, se deve pôr a nossa de molho, e essa versão explica melhor o sentido de precaução que a expressão tem hoje. As duas andam juntas nas fontes e nenhuma se impõe à outra.
Sabes mais sobre isto?
Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.