Pôr a mão no fogo
Origem disputada
Garantir a honestidade ou a competência de alguém, responsabilizando-se por ela.
Há duas explicações e as duas põem alguém a queimar-se para provar o que diz. A primeira são os ordálios medievais, os chamados juízos de Deus: o acusado tinha de agarrar um ferro em brasa ou passar as mãos pelo fogo, e dias depois olhavam-se as queimaduras. Se estivessem sãs, Deus tinha-o protegido e ele era inocente.
A segunda é romana e mais antiga: Caio Múcio, capturado ao tentar matar o rei etrusco Porsena, terá metido a mão direita num braseiro e deixado-a arder sem um gemido, para mostrar do que era capaz. Ficou com o cognome Cévola, que em latim quer dizer canhoto.
As duas explicam a mesma ideia, a de que só se põe a mão no fogo por aquilo de que se tem a certeza, e nenhuma delas está provada como sendo a origem da frase portuguesa.
Sabes mais sobre isto?
Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.