gato escondido com o rabo de fora
Etimologia popular
Haver coisa escondida e mal disfarçada, negócio que não é o que parece.
Diz-se quando há coisa mal explicada num negócio ou numa conversa: alguém escondeu qualquer coisa e escondeu-a mal.
A frase explica-se a si própria, no sentido em que a imagem já contém tudo o que é preciso. Um gato debaixo de um pano, com o rabo à mostra, é o retrato exato do disfarce que não engana ninguém, e não é necessário mais nada para a expressão existir e durar.
Mesmo assim, corre por aí a tentação de a ligar às fraudes das tabernas, com carne de gato vendida por coelho, história que na verdade pertence a outra expressão, a de comprar gato por lebre. Essa, sim, vem do velho engano do vendedor que troca o animal, e tem versões antigas noutras línguas da Península. Convém não misturar as duas, que são gatos diferentes com percursos diferentes.
Quanto a esta, o que se pode dizer é que a origem não está documentada e que não faz falta nenhuma que esteja. Nasceu da observação, como tantas outras, e sobreviveu porque toda a gente já viu um esconderijo assim.
Exemplo: Vendem o apartamento a esse preço? Está aqui gato escondido com o rabo de fora.
Sabes mais sobre isto?
Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.