fugir com o rabo à seringa
Etimologia popular
Evitar uma obrigação, uma responsabilidade ou uma situação incómoda.
Não se conhece uma origem documentada para a locução, no sentido de haver um primeiro uso identificado ou um episódio histórico que a explique. O valor figurado é, porém, bastante transparente: quem «foge com o rabo à seringa» evita a picada, o tratamento ou a intervenção desagradável. A seringa representa aqui aquilo que custa, incomoda ou obriga a enfrentar uma consequência.
A imagem pode vir tanto da experiência comum das injeções como do uso antigo de seringas para clisteres, em que a parte do corpo visada torna a frase ainda mais concreta. Não é preciso supor uma anedota de origem, nem há base segura para uma história única que tenha dado nascimento à expressão. Trata-se, com toda a probabilidade, de uma criação popular assente numa cena física fácil de imaginar e depois aplicada a quem se esquiva.
Exemplo: Quando chegou a altura de assumir o erro, ele fugiu com o rabo à seringa.
Sabes mais sobre isto?
Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.