ficar de mãos a abanar
Etimologia popular
Ficar sem obter o que se esperava, sem lucro, sem resposta ou sem qualquer resultado útil.
A imagem é simples e transparente: quem fica ou volta «de mãos a abanar» não traz nada nas mãos. As mãos, por não segurarem coisa nenhuma, ficam livres e a balançar ao andar. Daí passou facilmente para o sentido figurado de sair de uma situação sem ganho, sem solução ou sem o que se pretendia.
Não se conhece uma origem histórica documentada, com autor, data ou episódio concreto, para a locução. Também não há necessidade de procurar uma anedota fundadora, porque o valor figurado nasce diretamente da imagem física das mãos vazias. A expressão pertence ao mesmo campo de fórmulas como «voltar de mãos vazias», mas «de mãos a abanar» é mais coloquial e visual.
Exemplo: Fui à repartição tratar do assunto, mas faltava um papel e acabei por vir de mãos a abanar.
Sabes mais sobre isto?
Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.