cortar a direito
Etimologia popular
Agir de forma direta e sem contemplações, muitas vezes fazendo cortes ou decisões sem distinguir casos particulares.
Não se conhece uma origem histórica documentada para o uso figurado de «cortar a direito». A explicação mais prudente é a passagem do sentido literal, cortar em linha reta, para um sentido abstrato: avançar sem desvios, sem rodeios e sem atender a pormenores. A imagem é simples, porque quem corta a direito não contorna obstáculos nem faz recortes cuidadosos.
Em Portugal, a expressão aparece muito em contextos de contenção, gestão ou disciplina, como quando se diz que uma empresa ou um governo «cortou a direito». Nesse uso, a ideia já não é apenas a de agir com franqueza, mas a de aplicar uma medida de forma geral, dura e pouco seletiva. Não há necessidade de procurar uma anedota de origem para a expressão, porque o sentido figurado resulta de uma metáfora comum e transparente.
Exemplo: Com o orçamento apertado, a direção cortou a direito e acabou com quase todos os apoios.
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