Ora deixe-me, então... faz-se criança?
Manuel Maria Barbosa du Bocage · Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas (1900), p. 144
Poesia satírica de linguagem explícita, publicada como obra de época. Esta página não mostra publicidade e os versos dela não entram nas sugestões gerais do site.
«Ora deixe-me, então... faz-se criança?
Olhe que eu grito, pela mãe chamando!» —
Pois grite (então lhe digo, amarrotando
Saiote, que em baixá-lo irada cansa):
Na quente luta lhe desgrenho a trança,
A anágua lhe levanto, e fumegando
As estreitadas bimbas separando
Lhe arrimo o caralhão, que não se amansa:
Tanto, a ser gíria, não gritava a bela;
Que a cada grito se escorvava a porra,
Fazendo-lhe do cu saltante pela!
— Há de pagar-me as mangações de borra;
Basta de cono, ponha o sesso à vela,
Que nele ir quero visitar Gomorra.
Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte
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