Para Quê?!
Florbela Espanca · Livro de Mágoas (1919), p. 109
Tudo é vaidade neste mundo vão...
Tudo é tristeza; tudo é pó, é nada!
E mal desponta em nós a madrugada,
Vem logo a noite encher o coração!
Até o amor nos mente, essa canção
Que o nosso peito ri à gargalhada,
Flor que é nascida e logo desfolhada,
Pétalas que se pisam pelo chão!...
Beijos d'amor! P'ra quê?!... Tristes vaidades!
Sonhos que logo são realidades,
Que nos deixam a alma como morta!
Só acredita neles quem é louca!
Beijos d'amor que vão de boca em boca,
Como pobres que vão de porta em porta!...
Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte
Frases tiradas deste poema
Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.
Tudo é vaidade neste mundo vão... Tudo é tristeza, tudo é pó, é nada!
Para Quê?!, de Florbela EspancaVerificada
Beijos de amor! Pra quê?!... Tristes vaidades!
Para Quê?!, de Florbela EspancaVerificada
Sonhos que logo são realidades, Que nos deixam a alma como morta!
Para Quê?!, de Florbela EspancaVerificada
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