Ditos

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Poema

Noite de Saudade

Florbela Espanca · Livro de Mágoas (1919), p. 73

A Noite vem poisando devagar Sobre a terra que inunda de amargura... E nem sequer a bênção do luar A quis tornar divinamente pura... Ninguém vem atrás dela a acompanhar A sua dor que é cheia de tortura... E eu oiço a Noite imensa soluçar! E eu oiço soluçar a Noite escura! Porque és assim tão 'scura, assim tão triste?! É que, talvez, ó Noite, em ti existe Uma Saudade igual à que eu contenho! Saudade que eu nem sei donde me vem... Talvez de ti, ó Noite!... Ou de ninguém!... Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!!

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

E eu oiço a Noite imensa soluçar! E eu oiço soluçar a Noite escura!

Noite de Saudade, de Florbela EspancaVerificada

Postal

É que, talvez, ó Noite, em ti existe Uma Saudade igual à que eu contenho!

Noite de Saudade, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!!

Noite de Saudade, de Florbela EspancaVerificada

Postal

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