Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Angústia

Florbela Espanca · Livro de Mágoas (1919), p. 77

Tortura do pensar! Triste lamento! Quem nos dera calar a tua voz! Quem nos dera cá dentro, muito a sós, Estrangular a hidra num momento! E não se quer pensar!... E o pensamento Sempre a morder-nos bem, dentro de nós... Qu'rer apagar no Céu — Ó sonho atroz! — O brilho duma estrela, com o vento!... E não se apaga, não... nada se apaga! Vem sempre rastejando como a vaga... Vem sempre perguntando. «O que te resta?...» Ah! não ser mais que o vago, o infinito! Ser pedaço de gelo, ser granito, Ser rugido de tigre na floresta!

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

Tortura do pensar! Triste lamento!

Angústia, de Florbela EspancaVerificada

Postal

E não se apaga, não... nada se apaga!

Angústia, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Ah! não ser mais que o vago, o infinito! Ser pedaço de gelo, ser granito, Ser rugido de tigre na floresta!

Angústia, de Florbela EspancaVerificada

Postal

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