Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Amiga

Florbela Espanca · Livro de Mágoas (1919), p. 81

Deixa-me ser a tua amiga, Amor; A tua amiga só, já que não queres Que pelo teu amor seja a melhor A mais triste de todas as mulheres. Que só, de ti, me venha mágoa e dor O que me importa a mim?! O que quiseres É sempre um sonho bom! Seja o que for Bendito sejas tu por m'o dizeres! Beija-me as mãos, Amor, devagarinho... Como se os dois nascêssemos irmãos, Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho... Beija-mas bem!... Que fantasia louca Guardar assim, fechados, nestas mãos, Os beijos que sonhei p'rá minha boca!...

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

Deixa-me ser a tua amiga, Amor, A tua amiga só, já que não queres Que pelo teu amor seja a melhor, A mais triste de todas as mulheres.

Amiga, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Beija-me as mãos, Amor, devagarinho...

Amiga, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Os beijos que sonhei pra minha boca!...

Amiga, de Florbela EspancaVerificada

Postal

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