Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Mors liberatrix

Antero de Quental · Wikisource, transcrição

Na tua mão, sombrio cavaleiro, Cavaleiro vestido de armas prêtas, Brilha uma espada, feita de comêtas, Que rasga a escuridão, como um luzeiro. Caminhas no teu curso aventureiro, Todo involto na noite que projetas... Só o gladio de luz com fulvas bétas Emerge do sinistro nevoeiro. — «Se esta espada que empunho é coruscante, (Responde o negro cavaleiro-andante) É porque esta é a espada da Verdade. Firo, mas salvo... Prostro e desbarato, Mas consólo... Subverto, mas resgato... E, sendo a Morte, sou a Liberdade.»

Grafia atualizada a partir da primeira edição, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

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Firo, mas salvo... Prostro e desbarato, Mas consólo... Subverto, mas resgato... E, sendo a Morte, sou a Liberdade.

Mors liberatrix, em Sonetos (1880), de Antero de QuentalVerificada

Postal

Brilha uma espada, feita de comêtas, Que rasga a escuridão, como um luzeiro.

Mors liberatrix, em Sonetos (1880), de Antero de QuentalVerificada

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