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Poema

Justitia mater

Antero de Quental · Justitia Mater, p. 105

Nas florestas solemnes há o culto Da eterna, intima força primitiva: Na serra, o grito audaz da alma cativa, Do coração, em seu combate inulto: No espaço constelado passa o vulto Do inominado Alguem, que os sóis aviva: No mar ouve-se a voz grave e aflitiva D'um deus que luta, poderoso e inculto. Mas nas negras cidades, onde solta Se ergue, de sangue medida, a revolta, Como incendio que um vento bravo atiça, Há mais alta missão, mais alta glória: O combater, à grande luz da história, Os combates eternos da Justiça!

Grafia atualizada a partir da primeira edição, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Há mais alta missão, mais alta glória: O combater, à grande luz da história, Os combates eternos da Justiça!

Justitia mater, em Odes modernas (1875), de Antero de QuentalVerificada

Postal

No espaço constelado passa o vulto Do inominado Alguem, que os sóis aviva:

Justitia mater, em Odes modernas (1875), de Antero de QuentalVerificada

Postal

No mar ouve-se a voz grave e aflitiva D'um deus que luta, poderoso e inculto.

Justitia mater, em Odes modernas (1875), de Antero de QuentalVerificada

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