Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Intimidade

Antero de Quental

Quando, sorrindo, vais passando, e toda Essa gente te mira cubiçosa, És bela — e se te não comparo à rosa, É que a rosa, bem vês, passou de moda... Anda-me ás vezes a cabeça à roda, Atraz de ti também, flor caprichosa! Nem pode haver, na multidão ruidosa, Coisa mais linda, mais absurda e douda. Mas é na intimidade e no segredo, Quando tu córas e sorris a medo, Que me apraz ver-te e que te adoro, flor! E não te quero nunca tanto (ouve isto) Como quando por ti, por mim, por Cristo, Juras — mentindo — que me tens amor...

Grafia atualizada a partir da primeira edição, guardando as formas que são do autor.

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

És bela — e se te não comparo à rosa, É que a rosa, bem vês, passou de moda...

Intimidade, em Primaveras românticas (1872), de Antero de QuentalVerificada

Postal

Nem pode haver, na multidão ruidosa, Coisa mais linda, mais absurda e douda.

Intimidade, em Primaveras românticas (1872), de Antero de QuentalVerificada

Postal

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