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Poema

Espiritualismo

Antero de Quental · Wikisource, transcrição

Como um vento de morte e de ruina, A Duvida soprou sobre o Universo. Fez-se noite de subito, imerso O mundo em densa e algida neblina. Nem astro já reluz, nem ave trina, Nem flor surri no seu aéreo berço. Um veneno sutil, vago, disperso, Empeçonhou a criação divina. E, no meio da noite monstruosa, Do silêncio glacial, que paira e estende O seu sudario, d'onde a morte pende, Só uma flor humilde, misteriosa, Como um vago protesto da existencia, Desabroxa no fundo da consciência.

Grafia atualizada a partir da primeira edição, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

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Só uma flor humilde, misteriosa, Como um vago protesto da existencia, Desabroxa no fundo da consciência.

Espiritualismo, em Sonetos (1880), de Antero de QuentalVerificada

Postal

A Duvida soprou sobre o Universo.

Espiritualismo, em Sonetos (1880), de Antero de QuentalVerificada

Postal

Fez-se noite de súbito, imerso O mundo em densa e algida neblina.

Espiritualismo, em Sonetos (1880), de Antero de QuentalVerificada

Postal

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