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Poema

Enquanto outros combatem

Antero de Quental · Primaveras românticas (1872), p. 147

Empunhasse eu a espada dos valentes! Impelisse-me a ação, embriagado, Por esses campos onde a Morte e o Fado Dão a lei aos reis trémulos e ás gentes! Respirariam meus pulmões contentes O ar de fogo do circo ensanguentado... Ou caíra radioso, amortalhado Na fulva luz dos gladios reluzentes! Já não veria dissipar-se a aurora De meus inuteis anos, sem uma hora Viver mais que de sonhos e anciedade! Já não veria em minhas mãos piedosas Desfolhar-se, uma a uma, as tristes rosas D’esta pálida e esteril mocidade!

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

Empunhasse eu a espada dos valentes!

Enquanto outros combatem, em Primaveras românticas (1872), de Antero de QuentalVerificada

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Ou caíra radioso, amortalhado Na fulva luz dos gladios reluzentes!

Enquanto outros combatem, em Primaveras românticas (1872), de Antero de QuentalVerificada

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