Ditos

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Poema

Das Unnennbare

Antero de Quental

Ó quimera, que passas embalada Na onda de meus sonhos dolorosos, E róças c’os vestidos vaporosos A minha fronte pálida e cançada! Leva-te o ar da noite socegada... Pergunto em vão, com olhos anciosos, Que nome é que te dão os venturosos No teu paiz, mysteriosa fada! Mas que destino o meu! e que luz baça A d’esta aurora, igual à do sol posto, Onde só nuvem pálida esvoaça! Que nem a noite uma ilusão consinta! Que só de longe e em sonhos te presinta... E nem em sonhos possa ver-te o rosto!

Grafia atualizada a partir da primeira edição, guardando as formas que são do autor.

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Ó quimera, que passas embalada Na onda de meus sonhos dolorosos, E róças c’os vestidos vaporosos A minha fronte pálida e cançada!

Das Unnennbare, em Primaveras românticas (1872), de Antero de QuentalVerificada

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