Ditos

As palavras para cada ocasião.

Delfim Guimarães

1872 a 1933 · obra em domínio público desde 2004

Retrato ilustrado de Delfim Guimarães

Delfim Guimarães (1872-1933) foi editor e poeta, fundador da casa que ainda hoje tem o seu nome, a Guimarães Editores, nascida em Lisboa em 1899. Como editor pôs a circular clássicos e novidades a preço de bolso; como tradutor deu aos leitores portugueses As Flores do Mal de Baudelaire em verso, em 1909, versão que fez época e ainda se lê. Escreveu também poesia própria e ensaio, incluindo teses polémicas sobre o Amor de Perdição. Está aqui pelas traduções: quando um poema destas páginas diz Baudelaire por palavras portuguesas, as palavras são dele. A Guimarães Editores sobreviveu-lhe mais de um século, o que faz dele um caso raro: um poeta cuja obra mais duradoura é uma casa editora. Traduzia com programa, verso por verso e em rima, convencido de que Baudelaire em prosa não era Baudelaire, e discutiu em livro as fontes do Amor de Perdição de Camilo, com escândalo dos camilianos. Aqui está como tradutor: quando Baudelaire fala português nestas páginas, a voz é a dele.

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